Epílogo
Peguei aquele envelope com certo receio, agradeci a moça simpática e voltei pra o apartamento do Nate, no qual eu estava hospedada desde que ele concluiu a faculdade e arrumou o primeiro emprego como engenheiro químico.
– Oi, linda! – disse me beijando. – Você demorou um pouco, está com problemas na faculdade... – o interrompi.
– Não amor, na faculdade vai tudo bem, quer dizer, são só mais dois meses, então... – percebi que estava saindo do assunto, e ri sozinha.
– O que foi? – ele riu junto, o que era normal.
– Olha amor, – mostrei o envelope. – Lembra que eu te falei que o medico me mandou fazer alguns exames? – sorri largo.
– Sim, – ele me olhou com um careta. – Você pode estar doente e fica com esse sorriso no rosto? – riu. – Não entendi. – passei minhas mãos por seu rosto, enquanto sentava em seu colo.
– Na verdade amor, os exames não são de sangue e nem nada... – o olhei. – É um exame de gravidez! – um sorriso instantâneo surgiu em seu rosto, fazendo com que acontecesse o mesmo no meu. Nós abrimos o teste e lá dizia claramente que eu estava grávida. Nate ficou tão feliz quanto eu, afinal, já estávamos morando juntos, ele empregado, eu concluindo a faculdade... Enfim, nos amávamos demais, e um filho agora era a prova disso! Eu não precisava de mais nada, sabia que a minha felicidade estava garantida pro resto da minha vida só de olhar nos olhos azuis do meu Nate e me lembrar de que carregava no ventre um fruto do nosso amor, do nosso sincero e puro amor.
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