Acordei cedo e tomei um bom banho. Coloquei uma calça jeans e a camisa do uniforme, que era obrigado a usar. Calcei um vans, fiz uma maquiagem leve, e coloquei uma tiara puxando meu cabelo pra trás. Peguei minha bolsa e fui pra cozinha. Meus tios já estavam tomando café.
– Bom dia dona Marina!
– Bom dia tio Gláucio! – sorri.
– Você parece animada, o que há mocinha?
– Ah tia, – pensei um pouco. – Nada demais! – sorri. Ficamos conversando sobre os atrasos constantes da Jéssica enquanto tomávamos café. Quando finalmente ela apareceu e terminou seu café, meu pai nos deu carona pra escola. As aulas já estavam no fim, íamos só pra fazer os exames finais. Depois voltamos pra casa de ônibus e almoçamos correndo, já que 13h a Giovanna estaria no aeroporto. Como a única família dela aqui, era a avó que já era de idade nós poupamos a senhora de ter que ir buscar a bendita no aeroporto. Tomás nos deu carona, chegando lá o avião atrasaria de 20 a 30 minutos, mas nós nem percebemos porque ficamos conversando o tempo todo.
– Marina, que saudade! – fui surpreendida por um berrinho estridente, acompanhado de um abraço da Giovanna.
– Esses são Jéssica e Tomás! – ela cumprimentou os dois, e depois saímos do aeroporto. Giovanna por incrível que pareça levava só uma mala. E ficava toda hora reclamando de fome, então resolvemos parar pra comprar algo pra ela comer. Três pacotes de salgadinhos e uma garrafinha de refrigerante, ela acabou com tudo em mais ou menos meia hora. Foi até engraçado!
Passamos o resto da tarde juntos, levamos a Giovanna pra ver a avó e depois fomos na casa do Tomás. Assistimos um filme, depois fomos cozinhar. Digo, tentar cozinhar. Quando terminamos de comer, Tomás levou eu e Jéc pra casa, em seguida Giovanna. Assim que cheguei em casa pude notar Debby conversando em inglês no celular, em um canto da cozinha. Fui tomar água e deu pra ouvir um pouco da conversa.
“Eu não estou negando mãe, é que...” – então ela parou de falar e começou a chorar baixo. Fiquei preocupada, pois sabia do que Lucy era capaz. Eu sofri na mão dela. Bom, não quis me intrometer na vida da menina, então fui logo pra casa da Jéssica e depois de um banho demorado, eu dormi.
“Eu não estou negando mãe, é que...” – então ela parou de falar e começou a chorar baixo. Fiquei preocupada, pois sabia do que Lucy era capaz. Eu sofri na mão dela. Bom, não quis me intrometer na vida da menina, então fui logo pra casa da Jéssica e depois de um banho demorado, eu dormi.
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