sábado, 3 de setembro de 2011

16º (4)


         – É... – gaguejei. – Vou pro meu quarto, tenho dever de casa. – eu ia saindo, mas ele me segurou.
         – Ei, fica calma, tá? Ela só se assustou!
         – Eu sei, mas você ouviu o que ela disse.
         – Vamos respeitar por enquanto, mas não fica assim não. – ele me abraçou.
         – Eu to triste, – falei já com lagrimas nos olhos. – Primeiro o Kenny no hospital, agora a sua mãe tá brava comigo e me proibiu de ficar contigo... – quando percebi, estava falando em português. Ele deu uma risada abafada.
         – Tudo bem. Vem cá! – me pegou no colo, como já havia feito antes. Eu não reclamei, já estava chorando mesmo. Ele me deixou na minha cama, e me cobriu. Antes de sair do quarto me deu um selinho rápido, e saiu dali apagando a luz. Ainda estava cedo pra dormir, mas eu estava cansada, não dormia bem a dias. Capotei na hora. 

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