– O que foi Marina? – Jéssica perguntou estressada, após ser acordada por mim.
– Lucy e Harold, ao que tudo indica, eles estão a caminho do Brasil. – eu disse atordoada.
– Fazer o que aqui? – ela se assustou.
– Sei lá, buscar a filha talvez!
– Nossa, o que sua mãe acha disso?
– Eu sei lá, e nem quero saber. – estava realmente triste com ela.
– Vai ver ela não disse nada porque eles não vão passar muito tempo aqui, e em respeito à Debby também... – a interrompi.
– Que seja! – olhei em volta. – O dia tá bonito. Vamos pro clube! – a puxei pelo braço.
– Tá, liga pra galera. – eu ri.
– Que galera? – eu e Jéssica éramos meninas de poucos amigos, na verdade, só tínhamos colegas.
– Ué, – ela riu. – Tomás e Giovanna!
– Ah tá, - eu ri. – Grande galera! – eu liguei pra eles, que já estavam lá em meia hora. Chegaram juntos, achei estranho, mas não comentei. Bolsas prontas, tudo certo, primeiro almoçamos todos na minha casa e depois em direção ao clube. A tarde estava realmente divertida! Meu tom de pele ficou três vezes mais escuro. Ah, amei. Jogamos sinuca, fomos na piscina, jogamos vôlei dentro dela, e depois eu e Jéssica fomos tomar sol. Um garoto se aproximou.
– E aí meninas! – ele cumprimentou Jéssica com um beijo na bochecha e eles logo começaram a conversar. Senti que eles já se conheciam, então nem me intrometi.
– Marina... Marina? – ouvi alguém chamando a minha atenção.
– Oi, fala! – eu disse, e depois ri de mim mesma.
– Deixa eu te apresentar o Fabio, ele se mudou da capital pra cá um pouco depois que você viajou. – ele sorriu, e depois eu me apresentei. Ele se sentou do nosso lado, e eu comecei a olhar as pessoas que estavam pelo clube.
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