10 de Outubro de 2009
Acordei em um quarto estranho, mas minha cabeça doía demais pra eu me localizar. Esfreguei os olhos inúmeras vezes, até conseguir identificar a pessoa que estava sentada na ponta da cama. Era o Nate!
– Ei, – chamei com a voz rouca. – O que aconteceu?
– Você apagou na festa! – ele disse virando pra mim. Ele não parecia preocupado.
– Cadê o Kenny?
– Sei lá cara. – ele deu um murro na cama.
– Meu Deus Nate, você tá insuportável nos últimos dias... O que eu te fiz em? – minha voz já estava exaltada, e por alguns minutos eu esqueci a dor na cabeça.
– Ah, quer saber o que você fez? – ele riu nervoso. – Nasceu, caralho! – ele estava com os olhos vermelhos de raiva, e eu já estava ficando assustada. – Ou melhor, você nascer não foi o problema, o problema foi você ter saído do seu país e ter vindo pra cá me infernizar!
– Então... – segurei algumas lagrimas intrusas. – Você quer que eu vá embora?
– Demorou pra perceber em? – foi o que ele disse antes de sair batendo a porta. Me senti muito mal depois disso. Minha cabeça começou a latejar junto com meu corpo. Fiquei deitada por alguns minutos, e depois me levantei. Minha bolsa estava em cima da estante, no meu celular marcava 16h. Fui até o banheiro e lavei o rosto demoradamente. Quando sai do quarto me deparei com uma bagunça horrível, Kenny e Julie dormindo no sofá, seminus.
– Kenny? – o cutuquei.
– Fala... – ele disse sonolento.
– Vou pra casa, é... – pensei um pouco. – Passa lá mais tarde pra gente se despedir! – dei um beijo na bochecha dele e sai.
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