sábado, 3 de setembro de 2011

25º (1)

10 de Outubro de 2009
Acordei em um quarto estranho, mas minha cabeça doía demais pra eu me localizar. Esfreguei os olhos inúmeras vezes, até conseguir identificar a pessoa que estava sentada na ponta da cama. Era o Nate!
         – Ei, – chamei com a voz rouca. – O que aconteceu?
         – Você apagou na festa! – ele disse virando pra mim. Ele não parecia preocupado.
         – Cadê o Kenny?
         – Sei lá cara. – ele deu um murro na cama.
         – Meu Deus Nate, você tá insuportável nos últimos dias... O que eu te fiz em? – minha voz já estava exaltada, e por alguns minutos eu esqueci a dor na cabeça.
         – Ah, quer saber o que você fez? – ele riu nervoso. – Nasceu, caralho! – ele estava com os olhos vermelhos de raiva, e eu já estava ficando assustada. – Ou melhor, você nascer não foi o problema, o problema foi você ter saído do seu país e ter vindo pra cá me infernizar!
         – Então... – segurei algumas lagrimas intrusas. – Você quer que eu vá embora?
         – Demorou pra perceber em? – foi o que ele disse antes de sair batendo a porta. Me senti muito mal depois disso. Minha cabeça começou a latejar junto com meu corpo. Fiquei deitada por alguns minutos, e depois me levantei. Minha bolsa estava em cima da estante, no meu celular marcava 16h. Fui até o banheiro e lavei o rosto demoradamente. Quando sai do quarto me deparei com uma bagunça horrível, Kenny e Julie dormindo no sofá, seminus.
         – Kenny? – o cutuquei.
         – Fala... – ele disse sonolento.
         – Vou pra casa, é... – pensei um pouco. – Passa lá mais tarde pra gente se despedir! – dei um beijo na bochecha dele e sai.
 

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