It starts in my soul and I lose all control. When you kiss my nose, the feeling shows...
Era o meu celular tocando. Corri para atender. Como eu já esperava: minha mãe.
– Filha? – ela atendeu eufórica – Parabéns meu amor. Muitas felicidades e tudo de bom na sua vida... – ela foi desejando tudo o que era possível.
– Obrigada mãezinha! – eu disse rindo. Nunca fui carinhosa com ela, mas acho que já estava com saudades.
– Seu pai quer falar com você filha! – ela passou o telefone pra ele. – Fala princesa! – ele falava assim, como se ele fosse o rei, sabe? Eu ri. – Meus parabéns, Má! Queria poder te dar um abraço de urso agora! – nós rimos.
– Obrigada, pai. Assim que der você me esmaga! – conversei mais um pouco com eles, e depois passaram o telefone pro meu irmão.
– Oi peste, que coisa em? Foi viajar logo no seu aniversário... – ele riu sozinho – Parabéns dona Marina!
– Obrigada seu Jorge! – ri.
– Vou cuidar do seu presente direitinho, ok?
– Como assim? – perguntei falando em tom alto. – Que presente? – ele riu e não me respondeu. – QUE PRESENTE JORGE? – eu gritei mesmo.
– Não da pra ficar gastando em ligação internacional Má, quando você chegar aqui vai ver o seu presente, ou melhor, os seus presentes! – ele riu mais ainda.
– E você vai ver meu punho na sua cara! – nós rimos. – FALA LOGO! – eu berrei, ainda rindo.
– Que estresse em maninha? É sério, tenho que desligar... Beijos. – e ele desligou, sem ao menos deixar eu me despedir. Fiquei muito brava. Mas fazer o que? Quando desliguei o telefone e fui colocá-lo de volta na escrivaninha percebi que Kenny estava lá na porta, com uma cara de assustado.
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