Bom, assim fizemos. Fomos todos pra piscina. Mergulhamos varias vezes, brincamos com as bóias que tinham ali. Eu ensinei a eles como brincar de guerra de galo, a gente riu até. Já fazia mais de uma hora que estávamos ali, até Kenny e Julie começarem a se agarrar. Eu e Nate não tínhamos muito que fazer, então eu sentei na borda e ele ficou na minha frente, em silencio.
– E aí, ta gostando? – ele perguntou se aproximando um pouco.
– Do que? – sorri sem entender muito.
– De nos ter na sua vida, ué! – ele sorriu tímido.
– Bastante! – sorri. – E você, gostando de me ter na sua vida?
– Fecha os olhos! – ele disse serio. Eu não entendi.
– Como... – fui interrompida.
– Fecha! – fiz o que ele mandou. – E aí, o que você vê?
– Nada. – eu ri abafado.
– Essa é a minha vida sem você! – na hora um sorriso se manifestou no meu rosto. Então... Ele gostava de mim? Mais do que como amiga? Quando abri os olhos novamente, pude perceber o olhar tímido do Nate cruzando com o meu. Desci da borda da piscina lentamente, ficando na frente dele. Involuntariamente passei meus braços pelo pescoço dele, e senti as mãos dele sobre minha cintura. Lentamente nossas bocas foram se encontrando. Quando eu senti os lábios dele próximos, eu abri os meus, dando passagem pra ele entrar. O beijo foi cheio de desejo, porem lento. Estávamos explorando a boca um do outro. Conhecendo cada canto dali. Eu sentia o corpo dele colado ao meu, e o beijo ia esquentando cada vez mais. Estava muito bem, mas uma hora tivemos que respirar. Ele parou o beijo com alguns selinhos leves, e depois ficamos nos olhando, ainda em silencio. Eu queria dizer algo, mas estava ofegante e sem palavras. Tinha sido tão bom... Quando percebemos que ninguém viu, ou melhor, Kenny e Julie viram, tanto que ate saíram da piscina. Continuamos a nos beijar, tinha sido bom e não tinha motivos pra parar por ali. Acho que ficamos torno de uma hora ali, e não é exagero.
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