26 de Novembro de 2009
Acordei com uma sensação estranha, sei lá, um aperto no peito. Ignorei isso e fui tomar um banho, saí de lá com um shortinho jeans, uma regata azul e uma rasteirinha. O dia estava muito quente! Prendi meu cabelo em um coque, e fui tomar café da manha e, fui sozinha até minha casa. Chegando lá a família estava reunida na sala, meu pai falava no telefone e os outros estavam quietos, na verdade, inquietos. Meu irmão dava tapinhas seguidos nas pernas de Debby, que não parava um segundo sequer de mexer no cabelo. Eu dei uma risadinha baixa e me manifestei.
– Oi, família! – me sentei. Ninguém respondeu, Jorge apenas fez sinal para que eu ficasse quieta.
– Eles vêm! – meu pai disse quando finalmente desligou o telefone. Ninguém pareceu ficar animado com isso. Mas eu estava boiando ali.
– Eles quem? – perguntei.
– Meus pais. – caiu uma lagrima dos olhos dela, que logo foi recebeu um abraço do meu irmão, e correspondeu. Senti minhas pernas ficarem meio bambas, como minha mãe deixaria pessoas que me trataram tão mal se hospedarem em minha casa? Ela pareceu não querer tocar no assunto àquela hora, então eu voltei pra casa da Jéssica, e ela estava no banho. Assim que ela saiu a chamei pra conversar.
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