– Entra! – disse tentando limpar as lagrimas.
– Má, – era Harold. – Já está na hora... – ele parou a me ver chorando. – O que você tem querida? – na verdade Harold sempre me tratou bem, eu sou muito grata por isso, sabia que tinha com quem contar quando precisasse.
– Só estou sentindo a falta do Kenny! – falei ainda meio triste.
– Todos estamos, – ele se sentou. – Fica tranqüila, tá bom? – passou a mão no meu cabelo. Fomos interrompidos por alguém coçando a garganta na porta do meu quarto, era Lucy.
– Minha filha e seu irmão já devem estar chegando, vamos logo! – ela disse com rigidez e saiu dali sem olhar pra nós. Pronto, era só o que me faltava! Lucy já estava brava comigo por conta do Nate, agora ela devia ter ficado com ciúme do marido. Eu sei que não deveria acontecer isso, mas me doeu quando ela disse “minha filha”, como se eu fosse uma intrusa naquela família.
Ele se levantou sem emitir nenhum som e saiu do quarto. Peguei minha bolsa, e coloquei a pulseira que Jéssica havia me dado. Fomos de carro, Harold dirigindo, Lucy no passageiro, eu e Nate atrás. Aquele carro nunca foi tão silencioso. Paramos no aeroporto, todos descemos e nos sentamos pra esperar. Eu não falei com ninguém, não olhei pra ninguém, só ficava batendo as unhas na minha bolsa, esperando ansiosamente pelo meu irmão.
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