
Debby Parker - 17 anos, americana. Sempre foi apaixonada pelo Brasil, e foi fazer intercambio lá. Uma garota bonita, meio fresca, mas de coração bom.
Estava perdida em pensamentos quando senti duas mãos quentes taparem meus olhos.
– Adivinha quem é? – era a voz do Jorge, o cheiro dele. Eu mesma tirei as mãos dele dos meus olhos e o abracei muito, muito forte. Algumas lagrimas intrusas caíram sobre meu rosto, mas a camisa do Jorge as limpou. Ele sussurrava algumas palavras reconfortantes no meu ouvido, enquanto me apertava mais ainda no abraço. Depois fui apresentada a Debby, e nos seguimos pra fora do aeroporto. Acho que meu irmão e ela estavam ficando, sei lá. Harold abriu os dois bancos extras que ficam na traseira da Mercedes e eu me sentei ali, ao lado do meu irmão.
– Como estão as coisas? – ele me perguntou em português, falando baixinho.
– Horríveis! E piorando...
– Nossa! – ele se assustou. Eu não era de reclamar muito. – Mas alem do carinha em coma, o que está tão ruim?
– A “mãe”, – eu falava fazendo aspas, pra eles não ouvirem os próprios nomes e saberem que estávamos falando deles. Bom, acho que Debby entendia um pouco da nossa conversa, já que ela falava português, mas não liguei pra isso. – Descobriu que eu e o “irmão”, estávamos ficando e me proibiu de ter qualquer contato com ele! Logo agora que eu estava gostando mesmo dele... – fui interrompida.
– Isso é estranho, Marina! – ele riu. – Sabe, você deveria falar essas coisas pra Jéssica e não pra mim. – nós rimos.
– Eu sei Jorge, mas é difícil, sabe? Eu tenho alguns amigos aqui, mas não é a mesma coisa. Precisava de um colo. – então ele me puxou e eu fui deitada no colo dele o resto do caminho. Paramos para comer em um restaurante italiano, e depois fomos ao hospital.
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