segunda-feira, 5 de setembro de 2011

52º

Epílogo
Peguei aquele envelope com certo receio, agradeci a moça simpática e voltei pra o apartamento do Nate, no qual eu estava hospedada desde que ele concluiu a faculdade e arrumou o primeiro emprego como engenheiro químico.
         – Oi, linda! – disse me beijando. – Você demorou um pouco, está com problemas na faculdade... – o interrompi.
         – Não amor, na faculdade vai tudo bem, quer dizer, são só mais dois meses, então... – percebi que estava saindo do assunto, e ri sozinha.
         – O que foi? – ele riu junto, o que era normal.
         – Olha amor, – mostrei o envelope. – Lembra que eu te falei que o medico me mandou fazer alguns exames? – sorri largo.
         – Sim, – ele me olhou com um careta. – Você pode estar doente e fica com esse sorriso no rosto? – riu. – Não entendi. – passei minhas mãos por seu rosto, enquanto sentava em seu colo.
         – Na verdade amor, os exames não são de sangue e nem nada... – o olhei. – É um exame de gravidez! – um sorriso instantâneo surgiu em seu rosto, fazendo com que acontecesse o mesmo no meu. Nós abrimos o teste e lá dizia claramente que eu estava grávida. Nate ficou tão feliz quanto eu, afinal, já estávamos morando juntos, ele empregado, eu concluindo a faculdade... Enfim, nos amávamos demais, e um filho agora era a prova disso! Eu não precisava de mais nada, sabia que a minha felicidade estava garantida pro resto da minha vida só de olhar nos olhos azuis do meu Nate e me lembrar de que carregava no ventre um fruto do nosso amor, do nosso sincero e puro amor.
 

51º

Final
Como algum poeta, de nome desconhecido por mim, já dizia: nada é por acaso! O meu intercambio poderia ter sido considerado um desastre do começo ao fim, mas, se você for repensar em tudo exatamente como começou pode perceber que tudo levou a alguma coisa. Debby veio me substituir e acabou se casando com meu irmão. Kenny se tornou meu melhor amigo. Se eu não tivesse conhecido Giovanna, Tomás também não teria conhecido o, possível, amor de sua vida. Jéssica ficou sem nenhuma amiga aqui e começou a freqüentar outros lugares, em um deles ela conheceu seu atual e apaixonado namorado. Bem, eu fiz novos amigos, tive novas experiências, tirei inúmeras fotos que com certeza contribuirão para a minha entrada em alguma faculdade de fotografia, amadureci no sentido “dona de casa”, também aprendi a dar mais valor a minha família e aos meus amigos, e é claro, conheci um príncipe que não vou largar tão cedo! 

50º (3)

Quando deu 16h eu fui tomar um banho, deixei o meu cabelo solto, e prendi somente a franja pra trás. Meu vestido era azul de bandagem, e um sapato meia pata preto. Passei uma maquiagem um pouco mais reforçada e um perfume. Quando eu terminei de me arrumar todos já estavam prontos e somente me esperando. Fomos em direção a área da chácara que seria o casamento, aconteceria durante o por do sol.
         – E aí seu pelego! – falei pro Jorge, brincando! – Nervoso? – ele ajeitava a gravata freneticamente, enquanto esperava Debby chegar.
         – O que você acha? – eu ri.
         – Você tá certo de que é isso o que quer, não tá? – perguntei mais por precaução, estava na cara do Jorge que ele realmente gostava da Debby, mas ainda era difícil aceitar.
         – Eu to! – ele sorriu. – Eu ainda vou ter que me acostumar com essa idéia... – nós rimos. – Ser pai e me casar antes mesmo de começar a trabalhar, parece estranho. – fez uma careta engraçada. – Mas eu amo ela e aquela criança mais que tudo, não tenho duvidas disso!
         – Eu só quero a sua felicidade! – falei com algumas lagrimas nos olhos.
         – Eu sei maninha, eu também! – ele me abraçou.
Bom, depois eu fui me sentar. Fiquei do lado dos meus pais, e no banco ao lado do nosso ficaram os Parker. Vi toda a cerimônia com lagrimas de alegria nos olhos... Apesar de ter abominado um pouco a Debby no começo, era tudo porque ela me lembrava Nate e tudo de ruim que eu passei nos EUA, mas agora que estava tudo bem, ela se mostrou uma pessoa boa. Eu sabia que meu irmão seria feliz a partir dali! Depois do casamento teve a festa, não deu pra aproveitar muito porque foi no estilo americano, e lá as coisas eram mais serias. Nós passaríamos o resto do fim de semana na chácara, então organizamos tudo lá e dormimos

50º (2)

Eu, Nate e Kenny almoçamos na casa dos meus tios, depois voltamos pra minha casa. Ajudamos a colocar tudo o que era necessário dentro dos carros, e meus pais e os Parker foram mais cedo pra chácara. Jorge levou Debby para o salão, e enquanto isso nós fizemos umas malas com o que precisaríamos, porque decidimos que iríamos nos arrumar na chácara, já que ainda estava cedo pra ficar de vestido formal por ai. Jorge levou no carro dele Eu, Nate, Kenny e as duas amigas de Debby. Bom, chegando na chácara tivemos que ajudar a montar toda a decoração do local onde seria a cerimônia, e decorar o salão também. Foi puxado! 

50º (1)

07 de Janeiro de 2010
Acordei já era tarde. Quase na hora do almoço. Nate já não estava mais do meu lado, então eu fui direto para o chuveiro. Coloquei só um shortinho jeans e uma regata branca. Na sala da minha casa estava uma verdadeira bagunça! De novo todos iam pra lá e pra cá, cada um com a sua função. O casamento seria essa noite, e em uma chácara que os Parker alugaram, em uma cidade próxima. Nate ficou encarregado de ir ao aeroporto buscar algumas amigas da Debby, que viriam para celebrar, sendo que alguns familiares já haviam chegado de Atlanta e estavam hospedados em um hotel da cidade. Eu resolvi ir junto com ele, preciso cuidar do que é meu, não é mesmo?
         – Em alguns minutos o avião delas pousa! – ele disse vindo em minha direção na sala de espera do aeroporto. – A gente pode aproveitar em quanto isso... – ele veio me beijar, mas eu o segurei.
         – Por que a gente não aproveita pra conversar? – ele riu. – Vai demorar pra termos um momento a sós novamente! – sorri.
         – Então tá, pode falar! – me olhou.
         – Como você já deve saber, a sua mãe veio falar comigo e ela mesma me pediu pra voltar pra Atlanta com vocês, – respirei fundo. – Mas pra isso preciso ter certeza de que nada vai mudar, você não vai simplesmente terminar comigo e decidir que não quer mais, não é? – eu sei que aquilo era muita pressão pra qualquer um, mas eu precisava saber, era um grande passo que eu tomaria indo morar com o namorado.
         – Eu juro! – deu um sorriso de canto. – Eu te amo, sua boba! – me beijou. Acho que foi o melhor beijo que ele já me deu, até porque, agora eu tinha certeza: ele me amava! E eu o amava também, é claro.
         – Eu também te amo gatinho! – comecei a dar vários selinhos nele, que se prolongaram em um beijo, que foi interrompido por algumas gargantas femininas sendo coçadas de propósito. Ok, eu não ia sentir ciúmes a essa altura do campeonato... Ia? Bom, a principio tudo foi tranqüilo. Nate nos apresentou, depois fomos direto pra casa.

49º

Uma semana
As coisas continuavam muito bem. E melhorando! Terminaram-se todos os preparativos para o casamento do ano, como costumavam chamar, e isso me assustava um pouco. Afinal, com tantas festas e tudo mais, eu mal tive tempo de pensar sobre o que faria. Eu ainda tinha um semestre antes do vestibular no Brasil, então poderia ir para os EUA, aproveitei pra falar com meus pais sobre isso, eles tiveram de entender, afinal, eu já era quase maior de idade, e estava disposta a deixar o Brasil novamente pelo possível amor da minha vida. 

48º (2)

Quando acabamos, eu fui pra casa me arrumar. Tomei banho, fiz uma escova no cabelo e o prendi em um rabo de cavalo alto. Passei uma maquiagem leve, coloquei um vestido todo branco balonê e uma sapatilha azul claro. Passei perfume e voltei pra casa dos meus tios. A festa de ano novo aconteceu normalmente, comemos, brindamos quando deu a meia noite e depois eu, Nate, Kenny, Jorge, Debby e Jéssica, sem o namorado dessa vez, fomos para o terraço do prédio, onde estava acontecendo uma festa na piscina. Foi a minha vez de ligar pra Tomás e Giovanna, em mais ou menos meia hora eles chegaram. A festa estava bem animada, quando fui surpreendida pela Jéssica, que me puxou para um canto mais quieto.
         – O que foi? – eu ri sem graça. Nós ficamos tão distantes desde que ela começou a namorar, que era até estranho ela me chamar pra conversar.
         – Eu quero só te pedir perdão!
         – Pelo que? – eu queria ouvi-la dizer o que sentia.
         – Por ter te afastado de mim assim, eu acho que senti um pouco de ciúmes do Kenny, – ela sorriu sem graça. – Ou sei lá, mas foi loucura minha! Eu não devia ter feito isso, você é a melhor amiga que eu pedi a Deus! – nós rimos.
         – Tudo bem Jéc, eu também senti sua falta! – a abracei. – Mas não faça mais isso! – ela riu. Depois continuamos a festa. Voltamos pra casa, exaustos! Eu só tomei um banho e quando acabei, claro, empurrei Nate pro chuveiro. E depois nós dormimos.