– Então me diz, o que foi que aconteceu? Porque podia ter dado certo, e você simplesmente desistiu. Não quis enfrentar a sua mãe, por quê? Você resolveu que não gostava de mim como falava, é isso?
– Não. Eu não menti pra você. – ele me olhou, ainda nervoso. – É que... A Christine...
– O que tem ela?
– Ela me procurou, – ele se sentou do meu lado. – Me disse que estava grávida.
– Grávida? – repeti incrédula. Ele assentiu. – Por que não me contou?
– Eu queria ter certeza...
– E teve?
– É... – ele me olhou mais calmo. – Ela não está! – sorriu. Eu não sei bem o que senti na hora. Estava feliz por saber que ele realmente gostava de mim, mas não ia esquecer o que tinha acontecido. Meu intercambio foi horrível, sem contar Lucy, que nunca demonstrou o mínimo de compaixão por mim. – Você me perdoa pelo jeito que eu te tratei? Eu acabei descontando meu nervosismo em cima de ti, não devia ter falado aquelas coisas pra você. – ele me olhou como quem suplicava por algo. Foi quase impossível negar com aqueles olhos azuis em cima de mim.
– Tá bom. – eu sorri derrotada. Em questão de segundos nós já estávamos a centímetros de distancia. Ele me segurou firme na cintura e aproximou seus lábios dos meus. Agora eu percebia quanta falta aquele beijo me fez. O gosto dele. O toque dele. Nossa! Como eu pude pensar que já não sentia mais nada por ele? Eu estava enganada, estava enganando a mim mesma. Mas agora ele estava comigo novamente, e nada poderia impedir.
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