– O que foi em? – eu ri junto.
– Você não sabe jogar mesmo! – ele riu mais. Eu dei um tapinha na testa dele. – Me da isso aqui, – ele pegou na minha mão, e na mesma hora eu senti uma onda de choque, sei lá. Soltei o baralho pra ele poder pegar, mas sem descolar meus olhos dos olhos dele. Não sei quantos exatamente, mas com certeza nós ficamos daquele jeito por alguns minutos. Até ele quebrar o maldito silencio. Bem, depois disso, nós começamos a jogar. Eu perdia todas, quando ele finalmente sentiu piedade de mim, começou a me explicar mais ou menos como funcionava tudo.
– Ah meu Deus, já é quase uma da madrugada! – eu tomei o maior susto.
– É, tá com sono? – ele perguntou sem jeito.
– Na verdade não, – eu ri. – E você?
– Nem um pouco! – ele sorriu. – Olha, agora que você já sabe pelo menos jogar, tem que aprender umas técnicas... – ai ele começou a me explicar como ele roubava pra ganhar todas. Fiquei incrédula, mas depois comecei a rir. Foi super engraçado, ele tentava me ensinar, mas eu nunca tinha roubado nada, então não consegui aprender tão fácil. Quando deu três da manhã, eu já estava bocejando.
– Vamos dormir, vai! – ele disse rindo da minha cara.
– Tá bom! – eu disse rindo com dificuldade por conta do sono que me dominava. Na hora de levantar, eu cai de volta na cadeira. – Ai, minha perna ta dormente! – nós rimos.
– Vem cá. Eu te ajudo! – e antes que eu pudesse falar qualquer coisa ele me pegou no colo.
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